domingo, 28 de novembro de 2010

dança universal, dança indígena, rituais, músicas: coisa do coração e da alma!

Tive o privilégio nesse ano de 2010 ter um maior contato com indígenas e mais precisamente com os Kaiowá Guarani. A dança indígena sempre me fascinou bastante, claro que essa fascinação acontecia devido aos estereótipos mostrados na tv. Mas estereótipo ou não o ritual que envolve a dança e a música indígena é divino, coisa Dele!
Com toda essa aproximação os campos de conhecimento se expandem e naturalmente você tem o contato com materiais produzidos tanto por pesquisadores como por indígenas.
Em eventos como o Vídeo Índio Brasil me ocorreu a oportunidade de conhecer o Brô Mc's grupo de Rap dos indígenas da aldeia Jaguapiru Boróró (Guarani/Kaiowá) de Dourados. Eles misturam letras em português e guarani junto com a base do hip-hop, digno o som dos muleques! Nesse mesmo evento rolou uma dança tradicional e também tive a honra de participar de uma oração.

No mês de Outubro fiz uma viajem para Caarapó e fui até a aldeia Te'iykuê dos Guarani Kaiowá. E por la conheci a escola de ensino fundamental Ñandejara e assisti a uma apresentação da orquestra de violões da Aldeia Te'iykuê. Cara era de arrepiar, muito bom, muy digno hermano!

Falando em hermanos os Guarani da Argentina, não me recordo o nome do tekohá, mas eles incorporaram na música tradicional o violino e o violão. Ficou demais também, nos próximas conversas eu coloco o nome da aldeia e tento colocar o vídeo.
Enfim a dança seja ela de quem for, independente da etnia, da cultura ela transborda identidade e a música além de identidade desperta em nós potencialidades. Repito: coisa do coração!     

Um comentário:

  1. A dança, muitas vezes, é o que mais nos remete a exemplo da permanencia da cultura ancestral nas etnias nativas de todo o mundo.

    A dança é um instrumento místico de aproximação do ser com sua fé, ou dos ser com os outros seres ou com sua identidade, assim como sua origem.

    No caso de danças típicas de determinado povo, parece trazer a quem dança um especie de êxtase, que em uma especie de inconsiente coletivo, cativa aos demais que são ligados por este elo, que pode vir de sua origem sanguínea, ou da transmição natural da boa vibração que o ritual traz.

    é muito significativo pra mim, obsevar a sobrevivencia da cultura através da dança.

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